Freela com salto alto

Freela com salto alto

Alguma vez você já se sentiu em desvantagem profissionalmente por ser mulher? Que ao estar em uma idade na qual já está pronta para ser mãe poderia afetar as suas chances de crescer profissionalmente ou obter um projeto de grande responsabilidade com um cliente importante? Que quando você vai a uma entrevista, depois da pergunta “tem filhos? Sim? Quantos? Quantos anos têm?”, já parece que está tomando outro rumo?

Creio que a sociedade em seu conjunto (tanto homens quanto mulheres) tem dificuldade para entender que isto não é uma concorrência de gêneros, mas sim simplesmente valorizar a capacidade de cada um, compreendendo que o importante é o desempenho e as conquistas. É aqui que a possibilidade de trabalhar em casa, de alguma maneira, nos reivindica. A mulher freelancer encontra, ao meu ver, “o seu lugar no mundo”.

O mercado profissional para a mulher tem sido um terreno de longas batalhas, ainda que com o passar dos anos tenhamos conseguido conquistar milhões de postos de trabalho e posições de peso nas maiores empresas mediante um enorme esforço. Situações como as que comentamos acima, de mamães trabalhadoras ou próximas de sê-lo, lamentavelmente continuam ocorrendo neste século, no qual, aparentemente, conseguimos nos igualar ao homem no desempenho profissional. E digo igualar porque nos deixaram demonstrá-lo, e não porque antes não tenha sido possível.

Em meu lugar como quase esposa, convivendo e com vontade de formar uma família em breve, o fato de trabalhar como freelancer me abre um universo de possibilidades, onde sinto que nada poderá ser negado a mim por estar ou não em casa, de cumprir ou não um horário e de ser ou não mãe. Nos é dado um grande leque de opções onde só nós e o nosso desempenho condicionamos o nosso êxito.

Estar em casa e trabalhar nela, diferente do que se pensa, implica um grande esforço de disciplina, organização de espaços e tempo, e colaboração dos membros da família, que devem aprender que a mulher que trabalha em seu lar como “freela” também cumpre com certa rotina (ainda que tenha mais flexibilidade para a organização desta) e com muitas pautas como em outros empregos presenciais.

Acordar de manhã bem cedo, me vestir como se fosse para o escritório, ligar o meu notebook e começar a trabalhar enquanto tomo um bom café da manhã, aproveitando o meu espaço, minha casa e minha família; tudo isso faz eu me sentir realizada profissionalmente, feliz porque contribuo de igual para igual pagando as contas de casa, e em harmonia, pois sei que encontrei o meu lugar no mundo como freelancer.

 

Andre Ceridono

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