Questão de imagem: a importância do design para sua empresa. O caso da Workana.

Você se pergunta se o design da sua marca é importante? Se está na hora de modernizá-lo? Hoje, te contamos, em primeira pessoa, as mudanças que estamos fazendo na identidade visual da Workana para nos ajustar ao que somos e ao que queremos transmitir. Esperamos que este artigo te ajude a refletir sobre como sua marca está se comunicando hoje.

O design é um dos pilares mais importantes da comunicação de uma marca. Graças a ele, podemos nos diferenciar rapidamente da concorrência, transmitir valores, emoções e confiança, assim como estabelecer as bases da experiência de nossos usuários. 

Por que o design é importante?

  • Te ajudará a criar uma identidade de marca consistente e reconhecível
  • O visual tem mais poder de atração: mais fácil de compreender e gerar empatia
  • O design de qualidade é valorizado pelos clientes
  • Proporciona uma melhor experiência ao usuário
  • É sinal de seriedade e compromisso
  • Permite que sua empresa ou seu negócio se destaque da concorrência

Razões para investir em design

Muitas empresas acreditam que só precisam investir em design no início, quando estão começando, para criar seu logotipo e definir sua paleta de cores. Mas, na verdade, se trata de um processo de melhoria constante, porque nem os contextos do mercado, nem as necessidades dos usuários permanecem iguais com o passar do tempo.

Um designer não cria apenas “um logo bonito”, mas também é uma peça estratégica que permite trabalhar a história de uma marca da maneira mais atrativa: a visual.

O caso de rebranding da Workana

Estamos muito orgulhosos de anunciar que a Workana está em plena renovação visual. Por isso, achamos importante entrevistar a dupla que encabeçou esse projeto: Pablo Scillia e Agustín Boaretto, para que eles compartilhem como foram as experiências que vivemos durante este processo e quais insights precisamos fomentar para conseguir incrementar a efetividade e a força da nossa identidade visual.

Por que a identidade visual de uma marca é tão importante ?

Pablo Scillia: a identidade visual de uma marca é uma parte fundamental do seu posicionamento no mercado, do seu estilo de comunicação e da experiência que fornece ao usuário, já que a partir dela se estabelecem determinadas expectativas e se detonam emoções estratégicas que permitem a criação de um vínculo com o público-alvo. Todas as cores, tipografias, elementos gráficos e outras variáveis que nos permitem identificar uma marca devem transmitir uma mensagem congruente com a empresa e com as necessidades do usuário.

Agustín Boaretto: a identidade visual de uma marca transcende a questão do isologotipo; trata-se de todo um sistema visual que amplia o reconhecimento da mesma. Para mencionar alguns exemplos simples, podemos observar, por um lado, a marca mais famosa do mundo: a Coca-Cola. E por outro, uma empresa que cuida muitíssimo da sua comunicação visual: a Apple.

Uma pessoa vê a cor vermelha particular da Coca-Cola e a reconhece imediatamente. A mesma coisa acontece com a estética visual limpa e harmoniosa da Apple, que se vê refletida em cada detalhe, inclusive no uso equilibrado de espaços vazios entre os textos dos seus packaging.

De quanto em quanto tempo deve-se trabalhar na identidade visual de uma marca?

Agustín: Não há um dogma de tempo estabelecido ou predeterminado. Muitos fatores podem influenciar, como por exemplo: tentar melhorar a experiência do usuário, “modernizar” a identidade visual, mudar o tom discursivo (formalidade, informalidade, casual, etc.) e até procurar se adaptar a alguma tendência visual que efetivamente aporte valor à marca. Do meu ponto de vista, há duas chaves que determinam quando é o momento ideal de repensar o sistema visual de uma marca:

  1. O feedback dos usuários: Conhecer o que opinam sobre nossa comunicação visual, o que esperam, o que acham consistente (e o que não), com o que se sentem confortáveis. Se obtivermos respostas ambíguas ou pouco positivas, é hora de replanejar a maneira como nos comunicamos.
  2. O avanço na comunicação visual: Há um ditado que diz “o bom, quando é breve, é bom em dobro”. A comunicação visual é um processo de constante interação e avanço orgânico, no qual se busca simplificar e universalizar tanto os processos como as mensagens. Se nosso sistema visual deixou de ser simples e compreensível para os tempos atuais, é hora de replanejá-lo. Um claro exemplo disto é sinalização de aeroportos que, a partir do surgimento da aviação comercial, evoluiu para que sua mensagem seja compreensível e clara onde quer que você esteja.

Por que a Workana decidiu fazer isso agora?

Pablo: Na Workana, criamos um lugar pensado para que freelancers e clientes possam trabalhar juntos. Por isso, tanto nossa identidade visual, como o design da user experience, se baseiam em projetar confiança, profissionalismo e frescor. Depois de trabalhar 3 anos com a mesma interface de usuários (IU) na plataforma, percebemos que era necessário elevar nosso padrão de design, assim como nossa criatividade e eficiência, para continuar sendo competitivos em nosso mercado de serviços.

Agustín: A Workana é uma empresa completamente dinâmica que teve um crescimento orgânico, no qual, a cada ano, somamos novos features e ferramentas para melhorar os serviços oferecidos a freelancers e clientes. Durante este crescimento orgânico e, ao mesmo tempo, exponencial da plataforma, se criou uma grande variedade de elementos gráficos que, com o passar do tempo, começaram a divergir, comprometendo a simplificação e a compreensão mencionadas anteriormente.

Este é um processo natural de qualquer companhia de rápido crescimento, durante o qual pode se tornar difícil, no dia a dia, ver de uma maneira holística como estamos nos comunicando com o cliente em todas as áreas.

Com esse panorama diante de nossos olhos e tendo ampliado a equipe de design, pudemos começar a – como se diz coloquialmente – “parar a bola e olhar pro campo” no que diz respeito ao branding. A partir daí, impulsionamos a ideia de que era hora de simplificar e unificar nosso sistema visual, para dar aos nossos usuários uma melhoria substancial na sua experiência dentro da plataforma.

Como foi essa experiência para a Workana?

Agustín: Para a equipe de design em particular e para toda a Workana, no geral, foi um grande desafio. Numa empresa tão dinâmica, onde as melhorias funcionais são constantes, planejar a partir da equipe de design “queremos fazer um rebranding da plataforma” foi sumariamente ambicioso (ainda mais porque a equipe de design é uma das menores dentro da empresa) e sabíamos que precisávamos desenvolver o rebranding junto com nossas tarefas cotidianas. Porém, tínhamos certeza que o impacto positivo em toda a plataforma faria o esforço valer a pena.

Como é o processo de repensar a identidade visual de uma marca?

Pablo: Fazer o redesign da UI de uma plataforma é um trabalho complicado que pode levar bastante tempo e requer que todos os integrantes da equipe identifiquem as mesmas variáveis e persigam os mesmos objetivos. A primeira coisa que fizemos foi nos perguntar: “onde queremos estar daqui três ou cinco anos?” e “como queremos nos aproximar dos usuários, como queremos que eles se lembrem de nós?” Para responder estas perguntas, foram necessárias muitas reuniões, horas de trabalho intelectual e chuvas de ideias. Sabíamos onde queríamos chegar, mas também tínhamos consciência de que nossa aposta era muito ambiciosa.

A nível de design, começamos trabalhando sobre uma nova tipografia e gama de cores que ajudassem a melhorar a legibilidade em dispositivos móveis. Também exploramos ideias para gerar uma direção artística homogênea, que proporcionasse à marca identidades particulares em suas unidades de negócio, as quais estão crescendo em um ritmo bem acelerado. 

Como temos uma biblioteca centralizada de elementos de interface, fomos capazes de gerar testes rápidos para comprovar como as mudanças que tínhamos em mente afetariam todos os fluxos atuais e, assim, obter uma melhor visão dos resultados finais e poder iterar de forma ágil. E não somente a nível de design, já que, graças à nossa arquitetura de desenvolvimento, conseguimos começar a visualizar o código final e saber se era possível (ou não) realizar esse projeto.

Agustín: Poderíamos sintetizar o processo nos seguintes passos:

  • Pesquisar e identificar: O primeiro passo foi encontrar os erros existentes, os diferentes sistemas que podem conviver na comunicação visual, quais coisas estão bem e quais não estão tão bem, o que seria bom conservar, modificar ou eliminar. Este é um processo de pesquisa que pode ser frustrante em alguns momentos, principalmente porque, quando observamos com olhar crítico um sistema visual, começamos a detectar as pequenas inconsistências. E como um designer meio compulsivo pela unificação (com certeza, mais de uma pessoa vai se identificar), queremos resolver tudo já, mas cada coisa tem seu tempo.
  • Definir o alcance: É muito importante entender o que buscamos melhorar em um processo de rebranding. Conhecer o alcance destas melhorias e ter um objetivo claro é importante para os passos seguintes.
  • Coletar informações: Como já mencionei, conhecer a opinião dos usuários é muito importante para um processo de rebranding. Podemos coletar informação dos nossos usuários realizando pesquisas que nos revelem o que esperam de nossa marca e investigar os avanços em sistemas de comunicação visual.
  • Buscar o sistema visual: Esboçar, esboçar, esboçar. Depois de ter identificado a necessidade, definido o alcance e coletado suficiente informação de nossos usuários, chega a hora de levantar as possíveis soluções com diversos métodos que podem nos ajudar e realizar testes de baixo nível através de wireframes e mockups, que nos proporcionem, em pouco tempo, uma ideia se o sistema visual funcionará ou não.
  • Estrutura do sistema visual: Já tendo definido o rumo a seguir, devemos estruturar nosso sistema visual com todos os elementos básicos e comuns para, então, aplicar o sistema a todos os nossos designs e comunicações.
  • Aplicação: Nesta etapa, já atualizamos todos os designs em alta qualidade com o novo sistema visual desenvolvido.
  • Teste de qualidade: Mesmo o controle de qualidade sendo realizado durante todo o processo, uma vez finalizada a atualização de nosso sistema visual, realizamos (tanto a equipe de design como as outras áreas) uma revisão geral para verificar se tudo estava funcionando como esperávamos, e realizar os ajustes necessários para corrigir as inconsistências que poderiam surgir (nesta etapa, deveriam ser mínimas).
  • Apresentação: é muito importante contar aos nossos usuários quais mudanças realizamos e porque fizemos isso. Este passo é fundamental para que eles sintam que fazem parte dessa nova e aprimorada história que queremos contar, com o objetivo de proporcionar uma experiência final cada vez melhor.

O que é o mais importante do processo?

Agustín: Consistência, simplificação e qualidade. Creio que estes são os fatores fundamentais que precisamos revisar constantemente. A solução de comunicação visual escolhida cumprindo em todos os casos com esses pilares do design, embora não seja garantia de sucesso, pode indicar que estamos no caminho certo.

Confira o processo completo aqui.

Como envolver a equipe de trabalho em um processo de rebranding?

Pablo: Para realizar esse trabalho, tivemos que incluir praticamente todos os integrantes da empresa, para que todos pudessem compreender o caminho que queríamos seguir, começando pelos CEO’s, Product Owners e Project Managers. Um passo fundamental foi incluir a equipe de Conteúdo, para ir pautando as bases de como queríamos nos aproximar do usuário neste rebranding e o que queríamos transmitir a partir do nosso estilo e tom de comunicação.

Ao mesmo tempo, a equipe de Desenvolvimento também foi incorporada no projeto, para que entendessem, desde o início, a magnitude do processo a ser encarado, como ele impactaria em nosso entorno de desenvolvimento e o tempo que poderia levar para ser executado.

Por último, todos os integrantes do resto das equipes foram introduzidos para obter feedback sobre como esse processo impactaria em suas áreas, de acordo com suas perspectivas. Manter todos alinhados a um objetivo específico é fundamental na hora de encarar um projeto dessa dimensão e que impacta em toda a marca. Principalmente nas equipes que trabalham constantemente com a identidade visual, como Growth e Marketing, para que comecem a articular as novas ideias em suas peças.

Quais profissionais devemos incorporar para que esse processo seja bem-sucedido?

Agustín: Esta pergunta não tem apenas uma resposta válida. Um só designer pode fazer maravilhas em um projeto de rebranding. Mas pessoalmente, acredito que sempre é necessária uma dupla criativa para poder submeter as ideias inicias à crítica, a partir de outro ponto de vista. Portanto, o mínimo necessário em uma equipe de design para este tipo de projeto devem ser duas pessoas.

Na equipe de design da Workana, fomos quatro profissionais, todos formados em design gráfico e comunicação visual, cobrindo as seguintes áreas: design visual, design de interfaces web, layout da web e ilustração.

Quanto ao máximo de integrantes, creio que depende mais da envergadura da empresa que busca melhorar seu sistema visual, do que de outros fatores. Por exemplo: empresas como Decolar.com integram mais de oitenta profissionais em um processo de rebranding.

Sobre o perfil dos profissionais, podem intervir designers virtuais, designers UI/UX, redatores, UX writers, publicitários, bacharéis em comunicação, ilustradores, designers gráficos especialistas em rebranding, entre outros.

Leva muito tempo?

Agustín: Todo processo de rebranding pode demorar bastante. Porém, o tempo exato dependerá de vários fatores: quão ambicioso é o projeto de melhoria, quantas ramificações ou áreas deve cobrir o sistema visual (há empresas que possuem uma infinidade de ramificações, o que implica em um processo muito mais longo para cobrir todas as áreas), etc.

No nosso caso, levamos aproximadamente oito meses desde que tivemos a ideia até torná-la realidade. Foi um processo árduo e extenso para uma equipe pequena de design, mas todos concordamos que valeu a pena.

Todos os dias contribuímos para transformar a forma como concebemos o trabalho para que seja coerente com a forma como queremos viver.

Qual foi a maior dificuldade? Para o que precisamos estar preparados?

Pablo: A maior dificuldade foi encontrar o tom da mensagem que queríamos abordar e os parâmetros que deveríamos utilizar. Uma vez que, como equipe, conseguimos entender as bases dos objetivos, implementar as mudanças foi algo relativamente simples, principalmente graças à colaboração da equipe de design e front-end. Mesmo assim, isso levou, na prática, muitas horas. 

É preciso entender (e nós aprendemos isso durante o desenvolvimento) que podem surgir muitos obstáculos, imprevistos ou pequenos detalhes que afetam mais do que se pensava. Por isso, contar com uma equipe que está alinhada com os objetivos e compreender as bases do projeto é fundamental para tomar decisões rápidas e implementá-las de maneira eficaz. 

Também é preciso compreender que uma marca deve estar em constante transformação, e não esperar que a renovação completa da sua imagem se torne um assunto urgente. Isto transmite aos usuários a solidez da marca na hora de se adaptar e compreender as necessidades do mercado.

Agustín: O maior desafio que enfrentamos foi alcançar a simplificação, limpeza visual e consistência no design das interfaces sem comprometer as funcionalidades da plataforma, já que não devíamos considerar mudanças funcionais, nem mudanças nos flows das histórias de usuários. Em alguns momentos, foi um tipo “arquitetura inversa”, onde devíamos nos adaptar à limitação da funcionalidade pré-existente.

Como já mencionei, um processo de rebranding é um trabalho árduo e extenso (ainda mais quando a mesma equipe está levando adiante as tarefas diárias de design da plataforma), onde há muita tentativa e erro para chegar ao melhor resultado possível. Portanto, é preciso se preparar para esboçar, testar, falhar, voltar a esboçar, falhar de novo e falhar melhor.

Como disse Dieter Rams e seus “Dez princípios para um bom design (recomendo muito a leitura se você gosta do tema), “O bom design é o menor design possível”. E a única forma de alcançar esse nível de “menos é mais” é submeter nosso plano de rebranding a testes constantes, para validá-lo com nossos usuários e colegas.

Estamos felizes de ter esta equipe encabeçando este desafio e muito orgulhosos do resultado. Na Workana, gostamos de manter um aprimoramento constante na qualidade de todos os nossos processos. E nossa comunicação visual não é uma exceção.

Convidamos você a repensar estrategicamente sua comunicação visual e se perguntar: Estou transmitindo os valores que mais me identificam? Se não, estamos aqui para te ajudar.

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