3 desafios que o tradutor freelance encara

tweet lolo jones tradutor eletrônico
Lolo Jones, atleta velocista, aproveitou o tradutor eletrônico do Google para mandar um tweet para o público brasileiro. Foto divulgada na matéria do Blog da UOL: clique aqui para ler o post

O trabalho remoto traz consigo inúmeros desafios. Além deles, cada profissão tem suas dificuldades a serem transpostas. A profissão da tradução, seja desenvolvida remotamente ou não, também tem seus desafios. Mas, principalmente para o tradutor freelance, há alguns fatores a considerar para que seu trabalho seja feito da melhor maneira possível para fidelizar e conquistar novos clientes.

1- Tradução eletrônica

A tradução eletrônica, ferramenta gratuita e de qualidade duvidosa, é uma das principais controvérsias do mercado da tradução hoje em dia. É um obstáculo a ser contornado e pode se tornar um grande diferencial para o profissional: a tradução eletrônica, por ser comandada por uma máquina, sem sensibilidade para escolher entre múltiplas interpretações, contexto, gírias, expressões idiomáticas e sarcasmo, pode ser uma mão na roda em casos de trabalhos muito extensos com prazos corridos. No entanto, é um trabalho automatizado e que demanda o olho atento do tradutor – não se deve usar a tradução eletrônica sem, ao menos, uma revisão muito atenta e enriquecedora depois.

Pode ser ainda melhor deixar a tradução eletrônica de lado completamente (nem todas as invenções precisam ser adotadas) e ficar com a boa e velha forma de traduzir: usando a cabeça. Isso garante um trabalho com um nível de qualidade mais estável, porque elimina as surpresas e possíveis falhas que uma tradução eletrônica má/não revisada pode conter. E ainda conquista sem dúvidas aqueles clientes que duvidam do potencial dessa ferramenta.

2- Educação Continuada

A tradução, assim como a maioria dos conhecimentos específicos, também precisa ser atualizada de tempos em tempos. No entanto, essa ciência em particular precisa de atenção especial. A linguagem é viva e adaptada às fases que cada povo está vivendo. Por isso, principalmente pelas gírias e demais expressões que podem surgir ou “caducar” de uma hora para outra, é extremamente importante que o tradutor esteja sempre aprendendo.

Viagens para os países de seus idiomas de trabalho já ajudam muito, além de abrir portas para novos contatos profissionais. Mas cursos, pesquisas e a elaboração de glossários podem ser ainda mais benéficos. Uma forma mais “local” de se manter atualizado é assistir filmes e séries em seus idiomas de trabalho: a interação humana, mesmo que não seja “ao vivo e a cores” – e sim ensaiada e filmada -, é uma excelente forma de aprender novos vocábulos e reativar aqueles já conhecidos e não muito usados.

3- Montagem de Portfólio

Assim como outros trabalhos protegidos por direitos autorais, a tradução é uma profissão que dificulta a montagem de um portfólio. Muitos trabalhos, principalmente para clientes como Institutos, cursos e editoras, são protegidos e comercializados pelo cliente, não podendo ser exibidos publicamente como portfólio. Portanto, cabe ao tradutor alguma forma de corroborar sua experiência e a qualidade de suas traduções.

Conteúdos voltados para a internet, como a tradução de artigos para blogs, e demais conteúdos divulgados gratuitamente são ótimos recursos para montagem de portfólio sem demandar a autorização do cliente.

Outra alternativa é coletar depoimentos de cada cliente que você já atendeu e exibí-los em seu site ou página de rede social. Assim, você consegue apresentar um pouco de sua cartela de clientes, usando a palavra deles – e não a sua, teoricamente parcial – para corroborar a qualidade de seu trabalho.

Uma outra alternativa ainda é o envio de amostras de tradução, normalmente até pedidas pelo próprio cliente, na falta de um portfólio que ele possa consultar.

Como você apresenta a qualidade de seu trabalho para seus clientes? Quais as dificuldades que você enfrenta no mercado como profissional de tradução? Deixe suas impressões e opiniões nos comentários e bons negócios!

3 Comentarios
  1. Fica claro que o artigo não tem fundamentação teórica e a questão ética não ficou clara. E também não foi escrito com base nas práticas atuais de tradução. As dificuldades maiores são outras e não estas apresentadas no artigo.
    É um artigo equivocado quanto às ferramentas de tradução e desconhece a discussão teórica sobre o tema tradução automática. Há diferenças imensas entre ferramentas de tradução (ex: SDL TRADOS) e traduções automáticas (ex: Google Translator).
    Um grande número de tradutores sem formação e sem experiência adentram o mercado de uma hora para a outra, e suas práticas não são pautadas por técnicas que só se aprendem com uma formação específica, e não são pautadas pela ética que rege a profissão.
    Eu recomendo que retirem o artigo do ar, pois, constitui uma péssima referência e pode ser levado à sério por tradutores inexperientes.
    Recomendo também que os artigos sejam escritos por tradutores que tenham formação sólida ou tradutores renomados.
    Há muitos anos são oferecidos cursos universitários e de extensão em tradução e interpretação, porém, muitos ainda insistem em exercer a profissão sem o mínimo de formação e sem o mínimo de cuidados.
    Sem mais,

    Ana Paula Marsigli Torrani
    Tradutora e Intérprete (EN-PT)

    1. Olá, Ana Paula! Agradecemos seu comentário e gostaríamos de esclarecer os pontos abordados em seu feedback. Como você bem mencionou, a discussão sobre tradução eletrônica é isso mesmo: uma discussão. Com diversos pontos de vista em questão, muitos profissionais de tradução preferem fazer seus trabalhos à moda antiga, sem ajuda de software, para não depender de um desempenho, literalmente, discutível. Inclusive, não assumimos qualquer posição definitiva, a favor ou contra a tradução eletrônica. Como você pode ler novamente em nosso post, apenas apresentamos os dois lados da moeda. A intenção do post era apenas falar, por alto, de três dos diversos desafios que o tradutor encara no mercado e foi isso que fizemos.
      Quanto à nossa equipe, fique tranquila! 😉 Sempre escolhemos os melhores profissionais para nos ajudarem em nossos conteúdos. Nossa principal tradutora, por exemplo, tem formação técnica em tradução pelo IBEU e de pós-graduação em tradução simultânea pela PUC-Rio.
      No entanto, a proposta do nosso blog não é ensinar um profissional iniciante a ser um profissional melhor. Não somos uma escola, nem damos treinamento técnico. Apenas damos orientações sobre o trabalho no mercado freelance em geral – e, disso, entendemos bem. Por isso, apresentamos sempre todas as facetas de uma situação e, quando necessário, damos dicas sobre a abordagem mais segura para lidar com o tema. Então, quanto à sugestão de tirar o artigo do ar, porque pode ser levado a sério por tradutores inexperientes, não achamos necessário.
      Novamente, agradecemos o feedback e esperamos vê-la novamente por aqui em breve! Abraço da Equipe da Workana

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    Saludos

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