Desenvolvendo seu código de ética

Muitos profissionais têm seu trabalho protegido por cláusulas de sigilo, principalmente programadores, redatores e tradutores. No entanto, em todo trabalho, por menor que seja, é preciso respeitar certas regras. Mesmo que não haja um acordo citando uma por uma. Isso é o que chamamos de código de ética: é um conjunto de normas de “bons modos” e respeito pelo próximo que, a priori, trazemos de berço. No entanto, conforme vamos nos desenvolvendo como profissionais, essa listinha de regras vai sendo modificada de acordo com nossa experiência.

Respeitando o cliente

Algo que defendemos na Workana é o respeito pelo próximo, mesmo que ele não esteja necessariamente merecendo. Isso é algo que devemos acrescentar em nosso código de ética individual. Para todo freelancer, cada cliente é enormemente importante. Afinal, a ausência de uma renda fixa torna primordial a fidelização de todos os clientes, para que possamos contar com novos trabalhos deles no futuro. Então, pelo mesmo motivo, é imprescindível que tratemos o cliente com respeito em todos os momentos do projeto.

Isso exige certa habilidade de “engolir sapos”. Mas a verdade é que isso é necessário em qualquer ambiente de trabalho, seja você um freelancer ou não, trabalhando em home office ou não. Sempre haverá situações em que você não poderá dar a resposta que gostaria, ou para proteger seu cargo na empresa, ou por respeito ao seu superior, ou porque sua mãe educou você tão direitinho, que você sabe exatamente quando deve ficar calado… 😉 Portanto, não deixe de acrescentar ao seu código de ética: “respeitar o cliente antes de mais nada”.

Respeitando a si mesmo

Uma das maiores vantagens de ser freelancer é poder escolher como e quando trabalhar. Isso também vale para “com quem” trabalhar. Então, se você tiver uma boa carteira de clientes e puder “descartar” um cliente malcriado sem que isso tenha um impacto negativo em sua renda, vá em frente!

Então, logo abaixo do respeito acima de tudo, anote também “atender apenas quem merece meu respeito”.

Sigilo: com acordo e com bom senso

Há certas informações que, mesmo não protegidas por acordo de sigilo, são obviamente muito importantes para o funcionamento de um negócio. Portanto, se você está trabalhando em um projeto que deve ser protegido, seja correto e guarde seu trabalho para si. Vou dar alguns exemplos: se você é um designer, por exemplo, e está cuidando da diagramação de uma apostila que será vendida pelo seu cliente, obviamente não seria nada adequado você postar seu trabalho na internet, de modo que qualquer um possa obter a versão “pirata” da apostila. A mesma coisa vale para tradutores, que traduzem periódicos ou conteúdos de cursos e programadores que desenvolvem sistemas essenciais para o funcionamento do negócio do cliente.

Isso, algumas vezes, tem um aspecto negativo: para evitar prejudicar nossos clientes, somos obrigados a deixar tais trabalhos de fora de nosso portfólio. Quer contornar essa situação? Aborde seu cliente e peça autorização para acrescentar o trabalho em seu portfólio. Caso ele não autorize a divulgação do trabalho como está, veja se há um plano B: o exemplo do designer pode ser contornado da seguinte forma – protegendo o conteúdo da apostila (substituindo pelo famosíssimo “nonono”) e mantendo a diagramação, que é, afinal das contas, o que o profissional precisa mostrar no portfólio.

Botando a mão na consciência

Outras atitudes nem precisariam ser apontadas, mas vamos ser legais e citar algumas aqui, só pra garantir:

  • Sempre faça o possível para cumprir prazos. Se você teve um imprevisto e não poderá entregar o trabalho na data acordada, não deixe o prazo passar para avisar seu cliente: assim que ocorrer o imprevisto, entre em contato com o cliente e peça um adiamento do prazo. Claro que esperamos que o cliente entenda nossas necessidades, mas também precisamos entender a necessidade do cliente. Então, caso ele não possa dar uma extensão tão longa quanto você precisaria, faça o possível para encaixar a nova data dentro do prazo necessário para o cliente.
  • Busque sempre responder contatos o quanto antes. Além de você correr o risco de perder o cliente caso demore muito a responder (afinal, ele pode ter procurado um concorrente seu também, que pode ser mais rápido no gatilho na resposta), passa a impressão de não ser tão acessível – e isso pode ser um baita “contra” na listinha de prós e contras da seleção do cliente.
  • Encontre o meio-termo adequado das comunicações: não passe o projeto inteiro sem dar notícias, a não ser que se trate de uma tarefa única, rápida de fazer. Ao mesmo tempo, não lote a caixa de entrada do cliente com atualizações sobre o projeto.
  • Tenha cuidado com as pessoas que você recomenda: se um cliente seu está precisando de um serviço e pediu uma recomendação, pense trinta vezes antes de indicar um colega. O cliente vai esperar desse seu colega o mesmo padrão de qualidade e atendimento que você oferece. Leve isso em consideração.
  • Nunca tente tirar vantagem de uma comunicação mal formulada. Por exemplo: o cliente mandou dois trabalhos para você fazer e só deixou claro o prazo de um deles. Verifique se os dois devem ser entregues na mesma data ou se um deles é mais urgente (ou menos) do que o outro. Melhor prevenir do que remediar.
  • Seja sempre correto. Caso não saiba o que fazer, ouça a voz da sua consciência e faça o que você acha que deve. Trate o cliente como você gosta de ser tratado.

Na Workana

Para ficar mais fácil, documentamos para você o comportamento que esperamos que nossos usuários tenham dentro de nossa plataforma. Caso você se encontre em uma situação que não saiba como agir, entre em contato conosco e tire suas dúvidas.

Se o problema é um cliente raivoso, sem problemas. Defendemos o respeito pelo próximo, mas isso não significa que você precisa sofrer calado: reporte-o!

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Esperamos que, agora, fique mais fácil saber como se portar no mercado de trabalho. Afinal, a ética e o profissionalismo fazem a diferença na hora de fidelizar um cliente.

Bons negócios!

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