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Luiz B.

Porque palavras conquistam o mundo.

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Brasil
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Sobre mí
- Formação:

•    Ensino Superior Incompleto: Bacharelado em administração na Faculdade de Ciências Sociais – FACIP, incompleto em 2012.

Experiência:

•    Trabalho com digitação e criação de textos para blogs e sites com noções de SEO, técnicas de vendas e neurolinguística, e além de conteúdo ficcional e pesquisas de natureza acadêmica.

Qualificações:

•    Curso: técnico em agropecuária, concluído em 2006 na Escola Agrotécnica Federal dos Barreiros, na cidade de Barreiros, Pernambuco.

•    Curso: noções de atendimento e técnica de vendas, concluído em 2013 na cidade de Palmares, Pernambuco. 

•    Curso: Informática nível básico, concluído em 2005 na cidade de Barreiros, Pernambuco.

- Informações adicionais:

•    Vivência com trabalho voluntariado.

•    Conhecimentos em áreas diversificadas como agricultura, meio ambiente, temáticas sociais, além de interesse por assuntos diversos a exemplo de história e política.

•    Características principais: comprometimento, facilidade de aprendizado – o que permite uma grande adaptabilidade com variados assuntos – e criatividade.
Historia laboral
Trabalhos Realizados:

- Pesquisa para Introdução de Diagnóstico feito para estudantes do curso Licenciatura em química:

INTRODUÇÃO
    
O referido estudo, aqui apresentado, tratasse de um diagnóstico a cerca do cenário brasileiro ilustrado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – que medem a inflação, e, consequentemente, o poder de compra e a qualidade de vida das famílias brasileiras – das décadas de 1980 e 1990: anos marcados pelo fim da ditadura militar e a transição para a democracia, bem como, várias tentativas de controlar níveis inflacionários exorbitantes, chegando ao pico de 29,40% em junho (mês base para este relatório) de 1989, desastres naturais prolongados como a grande seca de 1979 a 1985 e sazonais como as enchentes nas Sul e Sudeste; no cenário externo, as tensões geradas pela Guerra Fria e conflitos no Oriente Médio (Guerra do Golfo) tinham consequências diretas na economia brasileira, assim tais as crises em mercados financeiros mundiais.
Tais dados mostram a complexidade da época vivenciada, desde o medo do holocausto nuclear ao (mais especificamente no Brasil) temor da instauração de ditaduras “comunistas” como observadas em países como Cuba e China, o que veio a mais de vinte anos de ditadura militar, esta deixou uma amarga herança no cenário nacional que veio a ser sanada na segunda metade dos anos noventa.
Com base nestas informações, este relatório tem por objetivo explicar de forma clara e objetiva os fatores que desenharam o ambiente financeiro brasileiro das décadas de 1980 a 1990, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), visando esclarecer como estes influenciaram nestes índices inflacionários, bem como a importância do INPC e IPCA.
Este índice econômico demonstra a saúde econômica da economia brasileira, e quando elevado tem efeitos devastadores no âmbito social, entre estes, como cita Furtado (2000, p. 257, 258), “[...] debilita o poder aquisitivo do assalariado, causando sempre queda de seu padrão de vida [...]”.
Sob esta ótica, este estudo direciona-se a identificar as variáveis históricas que de natureza, política, ambiental e social que influenciaram a economia brasileira no período estudado.
Esta premissa parte da lógica de que todo cenário financeiro – favorável ou não – tem por trás todo um processo de histórico, que influenciam no comportamento dos indivíduos de uma determinada sociedade, tomadas de decisões nas esferas governamentais. Todo esse conjunto é que constrói um determinado ambiente econômico, logo os elementos deste grupo precisam ser identificados.
Uma vez reconhecido estes elementos, o referido estudo procura relacionar os fatores econômicos ao cenário estatístico-econômico abordado, expondo a contribuição destes, numa linha histórico-econômica, para a construção do ambiente financeiro do Brasil na época estudada, mais especificadamente nos índices de inflação.
Nesta visão, o trabalho aqui apresentado trata cada um dos itens exibidos por sua ação no campo econômico independente de sua natureza (político, ambiental, social ou histórico), evidenciando sua relação com a saúde econômica da sociedade brasileira nos anos alvos do estudo.
Seguindo este rito, tal relatório procura retratar o ambiente derivado das consequências dos acontecimentos na época sobre os índices de inflação INPC e IPCA, evidenciando os resultados destes aspectos na sociedade brasileira e os efeitos destes no atual momento que vivemos, mostrando ao mesmo tempo a importância dos índices financeiros abordados neste relatório.
O referido estudo se torna importante porque uma compreensão exata sobre assuntos tão importantes – que são os índices financeiros – reflete num posicionamento adequado, em cada momento vivido por um indivíduo, seja ele de maior ou menor poder aquisitivo.
Historicamente, a sociedade brasileira tem um temor natural no que diz respeito à inflação (um dos indicadores econômicos), mais especificamente a hiperinflação, como a vivida nas décadas de 1980 e 1990. Fato citado por FURTADO:

O preço dos produtos adquiridos no exterior superou em muito o aumento do preço dos principais produtos exportados, o que comprometeu o equilíbrio da balança comercial e agravou o déficit em conta corrente do balanço de pagamento.
[...] o país afundou em um período recessivo; a indústria e o comércio tiveram um desempenho negativo no período 1981-83 [...]
O índice geral de preço (IGP-DI) foi ascendente até fevereiro de 1986, quando atingiu 289,4% (variação em 12 meses). Concorreram para a evolução acelerada do processo inflacionário diversos fatores [...] (FURTADO, 2000, p. 214)

A ignorância sobre tais dados torna a maior parte da população brasileira, refém de atos de má fé que tendem a manipular esta massa para fins maléficos, através do medo. E partindo para a análise histórica, há a possibilidade de se tomar lição dos erros e acertos do passo. Instruído, o homem comum se torna capaz de identificar maus políticos e meios que tentam tal intenção; contribuindo para construção de uma realidade de plena democracia de fato, e, conseguinte, da importância destes dados – em especial os índices de inflação.
Nota: Trecho de narrativa com temática social a cerca das dificuldades encontradas por jovens no cenário brasileiro, em especial, os riscos e as faltas de oportunidades (ainda em fase de conclusão).

- Roteiro de peça teatral feita a pedido de alunos do curso de licenciatura de química:

A ESCOLA NOVA

Personagens

- Simone: Professora Escolanovista;

    - Figurino: Espartilho com vestido de cor vibrante (viva) por cima. Em cima: jaqueta com camisa branca por dentro. Abaixo: Saia, de altura quase varrendo o chão, listrada na vertical, diferente da parte de cima que é apenas de uma cor (lisa). A saia tem uma pequena saliência na parte de trás, à altura das nádegas. Roupa típica feminina do final da segunda metade do século XIX – época que surgiu a escola nova.

- Paulo: Colega de Simone;

    - Figurino: Paletó com casaca e colete por dentro.

- Severino: Professor Tradicional;
    
    - Figurino: Idem Paulo, mas com uma cartola.

- Eduardo: Aluno.

    - Figurino: calça e camisa branca, sapatos pretos engraxados e uma pequena gravata de laço. Cabelo bem penteado, para o lado, ou dividido no meio.

Ato I: A Escola Tradicional

Ambientação (cenário): Sala de aula do século XIX com carteira com mesas. Nota-se o amontoado de alunos, silêncio e a pouca claridade. Há um quadro negro e birô frente à classe.

Ação: Todos os alunos estão centrados em seu caderno, copiando as lições, ditadas por Severino.

Severino:

Ação: Ele está de pé frente à classe com uma régua de madeira nas mãos.

Fala: As palavras proparoxítonas são todas as palavras com tonicidade na antepenúltima sílaba. Todas as proparoxítonas são acentuadas...

Ação: Ele continua andando, ditando a lição. Mas não há som de fala, apenas o abrir de boca, enquanto os alunos escrevem; dando deixa ao narrador.

Narrador: Até o século a segunda metade do século XIX, a maneira de se ensinar se dava pelo modelo de escola tradicional, – cujo aprendizado se dava por verdades científicas e a transmissão destas, com rigor e disciplina (às vezes exacerbado) – que nem sempre era eficaz.

Severino:

Ação: Severino se vira para Eduardo, sentado em uma das bancas entre os alunos.

Fala: Eduardo.

Eduardo:

Ação: Eduardo se espanta com a pergunta, temendo o professor.

Fala: Eu?
Severino:

Fala: Sim. Diga-me um exemplo de uma palavra paroxítona.

Eduardo:

Fala: Não sei.

Severino:

Ação: Severino bate com a régua na mão de Eduardo, que solta uma interjeição de dor.

Eduardo:

Ação: Eduardo segura a mão doída.

Fala: O que foi que eu fiz?

Severino:

Ação: O professor bate a régua no braço de Eduardo, quase a altura do ombro.

Fala: Não prestou atenção. De certo, teria me respondido sem dificuldades, naturalmente como um cantar de um pássaro. Tão certo como o nascer do Sol.

Eduardo:

Fala: Não é por mal, Professor. Pelo amor de Jesus Cristo. Por minha mãezinha do céu. Minha vontade é aprender. Mas tudo o que a senhor diz é difícil de entender.

Severino:

Fala: Besteira. Todo mundo pode aprender, desde que se esforcem. Se não aprende, é porque não está se esforçando.

Eduardo:

Fala: O senhor não pode explicar direito.

Severino:

Fala: Não! (Eduardo se espanta com a resposta ríspida do professor). Esse é o jeito certo. Já disse: Se esforce e você aprenderá.

Eduardo:

Fala: Está certo, professor, eu me esforçarei.

Ação: Severino dar as costas para Eduardo, voltando para frente da classe.

Fala: Peste. (Eduardo diz em voz baixa).

Severino:

Ação: Ela escuta o sussurro de Eduardo. Volta e o levanta da cadeira pela orelha.

Fala: O que você disse, moleque do diabo, filho do Satanás? Deve tá querendo muito chamar a atenção. Uma meia hora no quarto escuro – ajoelhado no milho – deve tirar essa sua safadeza.

Eduardo:

Ação: Eduardo é tirado da sala para o quarto escuro.

Fala: Não! Professor! Eu não faço mais! Mainha! Mainha!

Fim do ato I.

Ato II: A Observadora

Ambientação: Corredor da escola próximo da classe de Eduardo. O piso é de madeira. Há inúmeros quadros de figuras célebres. Em um dos lados do corredor existe uma sucessão de janelas, por aonde entra uma pequena claridade.

Simone:

Ação: A professora observa a aula de Severino. Notam-se feições de horror em sua face.

Fala: Que absurdo! Absurdo!

Ação: Ouve-se o badalar de sinos e a turma sai. Vários alunos saem, passando por Simone, entre eles; Eduardo – com quem a professora conversa.

Fala: Oi, pequeno. Seu nome é Eduardo, não é?

Eduardo:

Fala: Sou sim (o menino responde desconfiado). Quem é a senhora?

Simone:

Fala: Sou a nova professora de matemática. Simone Leite, mas pode me chamar de Simone.

Eduardo:

Fala: Eu fiz alguma coisa errado? (O menino pergunta desconfiado e com medo)

Simone:

Fala: Nada. Só quero te conhecer. Vi você na aula. Deve ter aprendido muito com o seu professor. Acho que já pode me ensinar.

Eduardo:

Fala: Eu? (Desconcerta-se de novo o personagem) É que não sei explicar direito.

Ação: Severino chega de surpresa, batendo com a régua nas nádegas de Eduardo.

Severino:

Fala: Então cuide de estudar mais.

Eduardo:

Fala (com as mãos no traseiro): Sim, senhor.

Severino:

Fala: Agora saia daqui.

Ação: Eduardo sai correndo.

Fala (virando-se para Simone): Deve ser a nova professora. Senhorita Leite, suponho.

Simone:

Fala: Exato. E o senhor é o professor Severino. O vi dando aula. Desculpe-me a ousadia, mas como anda o desempenho dos seus alunos.

Severino:

Fala: O que insinua?

Simone:

Fala: Nada. Mas desconfio das condições de aprendizado dos seus métodos. Tudo é uma relação de medo. Mecânico demais. O conhecimento é empurrado goela abaixo, se ao menos fizesse isso de maneira mais adequada... (Simone é interrompida)

Severino:

Fala: E isso por acaso é um domingo no parque? Ora bolas! Era o que me faltava. Certamente a senhorita é uma destas feministas. Abominável é essa masculinação do comportamento das mulheres. Rã... Maneira mais adequada... Este é o jeito adequado. E todos podem aprender.

Simone:

Fala: Pela régua? Quem nem gado?

Severino:

Fala: Sim. Por que não? Desde que continuem no caminho certo.

Simone:

Fala: O boi vai ao outro pasto quando fustigado. Mas sem a vontade da mão que lhe bate, será que ele realizará tal proeza?

Severino

Fala: Sua insolente. Eu devia...

Ação: Severino faz menção de bater em Simone, mas para quando os sinos tocam.

Fala: Um conselho: A senhorita devia cuidar de coisas próprias para uma figura tão frágil.

Ação: Severino se vai. Simone fica sozinha no corredor.

Fim do ato II.
Ato III: Conversa entre amigos

Ambientação: Corredor da escola – agora mais afastado da sala de Eduardo – a caracterização do cenário não difere muito do ambiente próximo o local de aprendizado do menino.

Paulo:

Ação: Paulo (colega de Simone) vem pelo corredor e avista a professora. Logo se aproxima dela.

Fala: Senhorita Simone? O diretor deste colégio deu-me uma descrição de uma jovem com o seu semblante.

Simone:

Fala (abalada): Hã? Sim. Sou eu.

Paulo:

Fala: Oh! Que maravilhosa notícia, recebo! Tenho eu a honraria de trabalhar, me desculpe a ousadia, com tão magnífica dama. Chamo-me Paulo. Muito prazer.

Simone:

Fala: Sim, sim. Não é ousadia nenhuma. Também é um prazer.

Paulo:

Fala: Há algum problema?

Simone:

Fala: Não. Nenhum.
Paulo:

Fala: Como não? Se vejo que está abatida, seus olhos sem vida, sua beleza depreciada.

Simone:

Fala: Na verdade, devo confessar que estive vendo os métodos aplicados nesta escola, os mesmos que outrora me ensinaram, os quais eu não gostava. Por que a doce luz do conhecimento tem que vir por caminhos de tantos abrolhos?

Paulo:

Fala: Sei do que fala. E não nego; este pecado eu cometo, mas por falta de outro jeito não saber o que ensinar. Disto também não gosto, entretanto o que hei de fazer?

Simone:

Fala: Entendo. Ao menos não tentaste me bater. Nisto tu és melhor que o professor Severino.

Paulo:

Fala: Severino? Foi ele autor de tamanha covardia? Vamos ver se a sua disposição é a mesma frente a outro homem. Ele gosta de bater em senhoritas? Talvez goste de apanhar, de morrer.

Simone:

Fala: Não. Por favor. Não precisa chegar a tanto.

Paulo:

Fala: Como não? Isto é assunto para se resolver com sangue.

Simone:

Fala: Eu insisto. Repercussão ruim seria para mim, tamanho ato. Mas do que isso; contradição, se tudo isto começou por uma ideia de um ambiente mais amoroso para o aprendizado. Pois, se a filosofia – mãe de todas as ciências – em sua essência significa amor ao conhecimento, por que ministrá-lo de forma tão dolorosa?

Paulo:

Fala: Coisa interessante, a senhorita fala.

Simone:

Fala: Como não? Se o caminho ao conhecimento for coisa prazerosa, a sua busca pelo aluno será coisa natural. A escola será mais do que estas paredes; o mundo. O professor o construtor de um ambiente fértil para o aprendizado... É isso!

Paulo:

Fala: O que foi?

Simone:

Fala: Por favor, senhor Paulo. Se quiser mesmo me ajudar, contenha este ímpeto e venha comigo. Creio que ele será mais bem aproveitado.

Paulo:

Fala: Certo. Mas se aquele traste me aparecer, eu lhe quebro os ossos da cara.

Ação: Paulo e Simone saem.

Ato IV: O Ambiente Propício

Ambientação: Sala de aula da professora Simone. Não difere muito da de Severino.

Ação: Paulo e Simone estão a arrastar carteiras e trazer alguns livros.

Paulo:

Fala: Não sei como isto vai ajudar?

Simone:

Fala: É como eu disse, senhor Paulo: Uma boa educação parte de um ambiente propício para se alcançá-la.

Paulo:

Fala: Desculpe, mas não entendo o que arrastar estas cadeiras tem haver com isto?

Simone:

Fala: Este é só o primeiro passo. Esta sala será mais confortável. Sem muita aglomeração de alunos. Eles terão mais espaço. Mais luz para que não forcem a visão. Por clima quente, ventilação. Os livros ficaram bem acessíveis aos alunos.

Paulo:

Fala: E o que fará com que eles busquem estes livros?

Simone:

Fala: Eu, a professora. Mas, só se este for o caminho. Não existe este ou aquele jeito que é certo. Para cada aluno, um método. Entretanto, não o forçarei ao caminho, serei apenas uma facilitadora neste percurso.

Paulo:

Fala: Isto não tem cara de que vai dar certo.

Simone:

Fala: E o que quer fazer? Continuar a bater em seus alunos feito bicho?

Paulo:

Fala: Não. Mas me preocupo com o que pode acontecer. Já pensou nos riscos? Seu emprego? Sua carreira?

Simone:

Fala: Vale a pena tentar.

Paulo:

Fala: Seria melhor dar fim àquele traste. Isto sim é mais fácil. Quem sabe também não é prazeroso?

Simone:

Fala: Sim. “Isto é muito melhor.” Vamos, perder uma carreira é melhor que uma vida.

Paulo:

Fala: Se assim diz.

Ação: Paulo e Simone continuam arrumando a sala.

Fim do IV ato.

Ato V: Severino Curioso

Ambientação: Corredor da escola. Não difere muito dos corredores já citados anteriormente.

Ação: Eduardo está indo para a aula da professora Simone. No caminho ele é abordado por Severino, seu professor de português.

Severino:

Fala: Ei, menino.

Ação: Eduardo é tomado pelo medo.

Eduardo:

Fala: Professor Severino? Eu não fiz nada errado, só estou indo para aula da professora nova.

Severino:

Fala: Será mesmo que não fez?

Eduardo:

Fala: Eu juro. Não estou fazendo nada, vou até parar de falar na aula. O senhor vai ver. Vou virar santo.

Severino:

Fala: Duvido muito. Duvido muito. Mas não foi por isso que eu o parei.

Eduardo:

Fala: E por que foi então?
Severino:

Fala: Me responda uma coisa: Você teve conversando com aquela professora, não foi?

Eduardo:

Fala: Foi.

Severino:

Fala: Ela lhe disse alguma coisa estranha, diferente?

Eduardo:

Fala: Não, senhor.

Severino:

Ação: Severino estende a régua, próximo à face do menino.

Fala: Se estiver mentindo, eu lhe darei um castigo que de certo se arrependerá.

Eduardo:

Fala: Mentindo eu não estou não. Pra quê eu faria isto? Já disse que quero me comportar, aprender. Problema pro senhor eu não hei de ser.

Severino:

Fala: Assim espero.

Ação: Severino retira a régua da posição de ameaça.

Fala: Agora vá.

Ação: Eduardo sai, mas para com o chamado de Severino.

Fala: Espere!

Eduardo:

Fala: Sim, senhor.

Severino:

Fala: Me faça o favor. Se por acaso ver qualquer coisa esquisita, vinda desta mulher, não tarde em me informar do ocorrido.

Eduardo:

Fala: Farei isto. Posso ir agora?

Severino:

Fala: Claro. Vá.

Ação: Eduardo sai.

Fim do ato V

Ato Final: A Escola Nova

Ambientação: Sala da professora Simone. Semelhante à sala do professor Severino, mas esta com um número menor de carteiras, mais claridade e se nota vários livros em uma estante do fundo.

Ação: Eduardo chega à aula. Logo se surpreende com as condições da sala.

Eduardo:

Fala: É aqui mesmo a aula?

Simone:

Fala: É aqui mesmo. É Eduardo, não é? Já nos encontramos antes. Vamos, entre.

Ação: Eduardo entra junto com as outras crianças. Neste momento Paulo aparece.

Fala: Professor Paulo. Aconteceu alguma coisa? Eu ia começar a aula agora.

Paulo:

Fala: Nada. Só achei melhor aparecer aqui, para o caso daquele covarde aparecer.

Simone:

Fala: Por favor. Não vá fazer nenhuma besteira na frente das crianças.

Paulo:

Fala: Jamais. Em respeito à senhorita e a sua turma, não tocarei um dedo naquele verme. Mas ele que tente alguma coisa.

Simone:

Fala: Está certo. Agradeço.

Ação: Professora Simone se posiciona frente à classe que está temerosa.

Fala: Oi. Tudo bem? Meu nome é Simone. Simone Leite. Mas podem me chamar de Simone. Mas podem me chamar de Simone. Serei a professora de matemática de vocês.

Ação: Ela se direciona para Eduardo.

Fala: Eduardo.

Eduardo:

Fala: Eu de novo? (O menino fica receoso)

Simone:

Fala: Sim. Você parece um garoto esperto. Tem irmão?

Eduardo:

Fala: Tenho. Mas pensei que a senhora ia perguntar alguma coisa de matemática.

Simone:

Fala: E vou. Mas por hora me diga, quantos são você e seus irmãos?

Eduardo:

Fala: Seis.

Simone:
Fala: Digamos que dois dos seus irmãos fossem ao parque e o restante ficasse em casa, quantos irmãos deixariam de ir ao parque?

Eduardo:

Ação: O menino começa a contar nos dedos.

Fala: Deixa eu ver. Eu, Raquel, Juquinha, Pedrinho... Quatro!

Simone:

Fala: Puxa! É isso mesmo. Você é bom em matemática.

Eduardo:

Fala: Isso é matemática? Mas é como pode ser fácil deste jeito.

Simone:

Fala: Mas é Eduardo. E é divertida. Mas, vamos continuar. Quantos dos seus irmãos têm no parque?

Eduardo:

Fala: Dois.

Simone:

Fala: Dois dos seus irmãos estão no parque, mais quatro em casa. Quantos são ao todos?

Eduardo:

Fala: Seis.

Simone:

Fala: Muito bem. Isto o que você fez foi adição. Agora veja. (Põe ela seis cadeiras frente ao menino, quatro de um lado, dois de outro). Quantas cadeiras têm aqui?

Eduardo:

Fala: Seis.

Simone:

Fala: O mesmo número de filhos que seu pai e sua mãe têm.  Quatro cadeiras de um lado, dois de outro. Mas, se eu colocar duas cadeiras de um lado e quatro de outros (a professora troca a posição das cadeiras), quantas tem aqui?

Eduardo:

Fala: Continua as mesmas seis.

Simone:

Fala: Exato. Isso porque esta é uma propriedade da adição, a comutativa. Esta propriedade diz que a ordem dos fatores não alteram os resultados. Como fizemos com as cadeiras.

Eduardo:

Fala: Desde que sejam os mesmos fatores, não é professora?

Simone:

Fala: Isto mesmo. Tem uns livros falando sobre isto que eu trouxe aqui, mais próximo de vocês para lerem sobre o assunto. Certamente vai ser de seu interesse. Você é aprende rápido.

Eduardo:
Fala: A senhora é que ensina bem.

Ação: Severino chega.

Severino:

Fala: Mas o que é que tá acontecendo aqui? Está tudo desarrumado. Não é desse jeito que se ensina.

Simone:

Fala: Como não? Se aqui é um ambiente propício, mais arejado, agradável, as crianças se sentem melhor em aprender, eu sou ensino o caminho. Um instrumento de democracia e igualdade social. Uma Escola Nova.

Severino:

Fala: Escola Nova? Baboseira. O que isto tem de melhor?

Eduardo:

Fala: É mesmo. Do jeito que ela faz é divertido.

Severino:

Fala: Não estou falando com você.

Ação: Severino ergue a régua e Eduardo foge.

Fala: Depois eu cuido de você. Antes vou por estazinha em seu lugar.

Ação: Severino levanta a mão contra Simone, mas para com Paulo intervindo.

Paulo:

Fala: Encoste a mão nesta mulher e será a última coisa que você irá fazer.

Severino:

Fala (se acovardando): Perdão. Eu jamais faria isto. Só me exaltei um pouco, mas não passa disso.

Simone:

Fala: Esta será uma era de facilitadores. De professores facilitando o caminho do aprendizado.

Severino:

Fala: Faça como quiser, mas pra mim isto é safadeza.

Eduardo:

Fala: Safadeza é ficar dando nos outros.

Ação: Risos.

Fim.
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